A crise é mental...Fico pasmada quando, nos dias que correm, só oiço dizer barbaridades sobre a crise instalada e instaurada, a crescer e a progredir indefinidamente...
Não é de admirar que a palavra crise paralise quem a promove (e muitos que a ouvem!). É-lhes conveniente que assim seja…
Sim, porque é fácil constatarmos a apatia geral em que caiu a maior parte das pessoas com esse pensamento derrotista. E pena é que o exemplo venha de cima, das nossas hostes (bem instaladas) no poder e a quem o desemprego não irá bater à porta, pelo contrário, pois mais alguns serão “albergados” como dirigentes importantes deste ou daquele cargo público que será criado para o efeito, e que nós (aqueles que efectivamente trabalham e produzem) alimentaremos cá de baixo…
Crise mental, diria eu, é a que se instalou e corrói presentemente o cérebro daqueles que nada ou pouco querem fazer; daqueles que cruzam os braços ou, se os erguem, é de dedo em riste, para reclamarem contra tudo e todos, excluindo-se de qualquer culpa por estarem na situação em que estão... Esperam pelos fundos daqui, pelos apoios dacolá, pelos subsídios não sei de onde (bem, até sei...) mas deixam-se ficar inactivos, à espera que tudo caia do céu... Não mexem uma palha para encontrarem soluções para os seus problemas - se é que os têm; esperam que outros os resolvam e, sobretudo que a crise passe...
Se eles não a travarem, como querem sair do atoleiro em que se meteram? Não é nestas alturas que vingam as melhores ideias? Que os génios retiram coelhos das suas cartolas?
E tu, já pensaste em tirar o teu coelho da cartola? De que estás à espera?
A magia é isso mesmo…
Pensar em grande…
Fazer em Grande…
E se atravessamos tempos de crise, então não há melhor altura para, exactamente, puxarmos de toda a nossa capacidade de invenção e partirmos para a acção, já que como se costuma dizer, perdidos por cem, perdidos por mil… Nada melhor do que, passada uma fase de tormenta, de comodismo para muitos, se ponham mãos à obra e se procurem soluções para a tão proclamada “crise”! Não nego que haja uma “recessão” económica, mas ela será cada vez mais agravada se a maioria nada fizer… É que, para muito boa gente, a “crise” é uma doença instaurada, cuja cura pode estar longe, por este andar, e serve exactamente de desculpa para tudo aquilo que querem deixar de fazer…
O Ócio Compensa!
- O Trabalho Não…
Sim, se olharmos para o que nos rodeia, em termos laborais, hoje em dia o ócio compensa!
– Recebe mais um “trabalhador desempregado”, do que um “trabalhador activo”… Claro, se posso receber do “Fundo de Desemprego” sem nada fazer, porque hei-de trabalhar 40 horas semanais, matar-me a trabalhar se quiser manter o meu posto de trabalho? É assim que a grande maioria dos trabalhadores "empregados" pensa, em relação ao desemprego! E não é de admirar que estejamos habituados a ouvir esse argumento, pois há muito trabalho para, e por, realizar por esse País fora, não há é vontade de o executar, pois quem diz que o procura, o que quer, na realidade é um emprego ... que não dê trabalho ... Infelizmente, este pensamento é generalizado dentro da classe trabalhadora (que por isso prefere o desemprego) e alimentado pelo “Estado” e toda a sua estrutura… Logo, é caso para dizer: o ócio compensa… o trabalho não!
Tirar Coelhos da Cartola?
Para Quê Tanto Trabalho?
Para quê - perguntas tu, esfalfar-me a trabalhar para tirar um coelho ou mais da cartola, se a maioria se acomoda e ainda "explora" os restantes de todas as formas e feitios?
Pois é, vai da consciência de cada um… Alcançar a realização pessoal, contribuir para o bem comum, para a construção de uma nação, para a criação de um legado familiar, uma vida plena de acções e realizações, e tantas outras coisas, são motivos mais que suficientes para que todos, e cada um por si, ponhamos mão à obra…
- Dá trabalho?
Agradeço mas...
- Não quero!!!
Inacreditável, certo? Mas... é a resposta que os profissionais do MMN recebem na maioria das vezes daqueles a quem convidam para conhecerem a oportunidade de negócio que esta indústria permite realizar - sem muitos custos e com um rendimento bastante acima da média... A questão, levantada após breves momentos, senão logo no início, é precisamente se isso dá trabalho... Depois, vem a resposta pronta e imediata: agradeço mas, não quero...
Claro, para a maioria, é preferível um "ordenado" certo, mesmo que pequeno (vindo do "fundo de desemprego" ou será Centro de Emprego, ou Segurança Social?) do que criarem (à custa do seu trabalho e esforço) uma fonte de rendimentos própria, que lhes permita em poucos anos alcançar a independência financeira e realizarem sonhos que de outra forma lhes será difícil realizar... Mas quê? Pois... isso dá trabalho... Sonhos? São isso mesmo... Não têm um projecto de vida, qualquer tipo de meta... Vivem o presente, adiando o futuro...
Por isso não me venham falar da crise. Ela está na cabeça daqueles que querem, e que a alimentam… Para muitos, a dita crise é como "pão para a boca", pois não se cansam de falar nela: - pronunciam-na com quantas letras tem, deleitados em terem assunto para falar! As “ementas diárias” servidas por aqueles que elaboram os “menus” noticiosos, nada têm de nutritivo para as nossas mentes, infelizmente… E como o que é demais, “é moléstia”, acho que os “coelhos” das cartolas estão todos doentes, senão os seus donos já os teriam retirado de lá! Bom, também é facto, que nem todos têm jeito para fazer a magia acontecer, certo?
Senão, atreve-te a fazer magia e tira o coelho da cartola! Verás que te sentes muito mais realizado/a...